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sexta-feira, 12 de agosto de 2011

O DEUS HORUS - ESCULTURA


Escultura: O deus Horus

Na mitologia egípcia, Horus era o deus do céu, da luz e da bondade. Uma das três grandes divindades do Egito: sua mãe era Isis, deusa da natureza, e seu pai Osíris, deus do mundo subterrâneo.
Desde as primeiras dinastias, os antigos egípcios acreditavam que seu rei era divino, encarnação de Horus. O rei governava como se fosse o próprio Horus que se fizera vivo para proteger o rei humano.
Essa identificação entre rei e deus, representada na estatuária e em várias formas de arte, vem desde a 4ª Dinastia, como foi comprovado pela famosa estátua, em tamanho natural, que hoje está no Museu do Cairo: o rei Quéfren com um falcão, as asas abertas a lhe proteger.
A estátua (foto à esquerda) foi esculpida num bloco de gnaisse, rocha plutônica difícil de entalhar e com uma particularidade ótica muito rara: à luz do sol, ela brilha irradiando um lindo tom de azul. Esse detalhe devia dar à estátua um aspecto divino e mágico que, infelizmente, sob as luzes artificiais de um museu, se perde.
Cerca de dois mil anos depois o mesmo tema está representado nesta estátua da qual falamos hoje: Horus, o deus, protege o rei Nectanebo II, o último governante da 30ª Dinastia (foto maior).
Horus é a temida ave de rapina, com olhos astutos e garras perigosas. A coroa dupla, simbolizando seu domínio sobre o Alto e o Médio Egito, é ornamentada com uma cobra em posição de bote, o Uraeus, outra entidade protetora do soberano.
A pequena figura do protegido, o rei Nectanebo II, com um nemes (a peça de linho que cobria a cabeça dos faraós) e um uraeus, pode ser vista entre as garras da ave.
A estátua segue a tradição do último período dinástico. O animal esculpido em pedra dura, grauvaca, a cabeça e as patas cópias perfeitas do natural, enquanto o corpo e as asas são esculpidos de forma mais livre.
Dimensões de “O Deus Horus protegendo o Rei Nectanebo II”: altura 46,5 cm; peso 55.3 kg.
Acervo Metropolitan Museum of Art, New York

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enviado por Maria Helena Rubinato de Souza

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Escultura: O Gato (c. 332 - 30 a.C) ARTE EGíPCIA

Escultura: O Gato (c.332 - 30 a.C)


O gato era o animal dedicado à deusa Bastet. Na mitologia egípcia, essa deusa representa a divindade solar e é a protetora das mulheres grávidas. Também tem poder sobre os eclipses do sol.
Para os egípcios, Bastet e Sakhmet eram dois aspectos do poder divino. Ambos felinos, mas enquanto Sakhmet era a leoa, potencialmente destrutiva e perigosa, Bastet, doméstica, representava as características benevolentes de uma divindade que podia ser pacificada pelos rituais.
Desde a 2ª Dinastia que Bastet ocupa um lugar no panteão dos deuses, quase sempre representada como mulher com cabeça de gato, segurando em suas mãos um instrumento musical, o sistro, espécie de instrumento de percussão. Na orelha, tem um brinco vistoso; orna-se com um colar e carrega um cesto onde coloca as crias (foto à esquerda, do acervo do British Museum).
O gato da imagem principal, em especial, não era um gato comum. A estatueta de bronze encontrada em Saqqara, Mênfis, tem um detalhe muito interessante. Uma junção quase invisível, quando pressionada, separa a peça em duas partes para revelar seu conteúdo: a múmia de um gato.
Em sua orelha direita tinha um brinco de ouro (hoje desaparecido); esculpido em torno do pescoço, numa linha bastante apagada pelo tempo, um colar de onde pende o Udyat, ou Olho de Horus, que significa proteção e poder.
A impressão de majestade é dada pela pose ereta e solene do gato e pela expressão alerta de seus olhos. Os músculos bem definidos e as pernas longas e graciosas nos transmitem a sensação de que esse era um animal que sabia controlar seu poder.
Dimensões do gato: 32 x 11.9 cm
                    da deusa: 27.0 x 8.3cm

Acervo Metropolitan Museum of Art, New York

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