segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Dinamismo de um cão na coleira (l912) - Giacomo Balla


Pintura: Dinamismo de Um Cão na Coleira (1912)


Nascido em Torino, no ano de 1871, Giacomo Balla mudou-se para Roma quando ainda muito jovem e morreu nessa cidade em 1958. Aderiu ao Movimento Futurista em 1910, quando assinou o “Manifesto dos Pintores Futuristas” e o “Manifesto Técnico da Pintura Futurista”.
Para Balla, a ideia de movimento e o sentido moderno da velocidade, fundamentais na poética do Futurismo, eram obtidos pelo uso repetido de detalhes e pela dissociação cromática. Sua pintura foi se tornando abstrata ao criar uma rede de linhas padronizadas, trajetórias que descrevem o movimento dos corpos no espaço, de um ponto de vista em movimento.
Em 1912, Balla apresenta características futuristas em seu célebre quadro "Dinamismo de um Cão na Coleira", uma afirmação pioneira do modo de analisar objetivamente os detalhes, algo que vinha de seu forte interesse pela fotografia.
É uma das mais impressionantes obras de Balla. Uma senhora passeia com seu cãozinho. A impressão que dá é que a senhora tem quinze pés, uns transparentes, outros opacos. O cão tem oito rabos que se pode distinguir, enquanto as pernas estão perdidas num redemoinho de camadas imprecisas. Há quatro correias que o prendem a ela.
O sentido de movimento desse quadro é criado por formas simples, umas inteiramente sólidas e outras que parecem feitas de ar.
Mesmo sem a multiplicação das formas e sem os efeitos do movimento, essa tela trouxe algo muito novo. Não há muitos quadros que nos apresentem um close-up tão preciso.
Balla pega um tema que foi caro aos Impressionistas, uma cena comum em uma rua qualquer, e se atém a um único detalhe, quase fortuito, fazendo disso o foco de toda sua pintura.
Óleo sobre tela, 89.9 x 109.9cm

Acervo Albright-Knox Art Gallery, Buffalo, New York

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Enviado por Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa -

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